Deputados Ricardo Barros e Luis Miranda
O
nome dele teria sido mencionado pelo presidente Jair Bolsonaro, segundo apontou
o deputado Luis Miranda (DEM-DF) em depoimento à CPI no final de junho. Aos
senadores, Miranda disse que o presidente Bolsonaro tinha a desconfiança da
atuação do deputado em torno das pressões no Ministério da Saúde em favor da
vacina da empresa indiana Bharat Biotech.
Senadores
também buscarão esclarecer a relação de Barros com Francisco Maximiano,
dono da Precisa Medicamentos, que teria intermediado a venda de vacinas da
Covaxin para o Ministério da Saúde. Maximiano é sócio de outra empresa, a
Global Gestão em Saúde, que intermediou contrato suspeito com o Ministério da
Saúde, quando Barros chefiava a pasta. Barros foi ministro entre 2016 e 2018,
durante o governo Michel Temer.
Sugerida
pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), a oitiva estava prevista
para ocorrer antes do recesso parlamentar, mas foi adiada, o que levou Ricardo
Barros a ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido para
determinar que a CPI tomasse seu depoimento ainda em julho. O ministro Ricardo
Lewandowski indeferiu o pedido, mas garantiu ao deputado acesso aos documentos
reunidos pela CPI que o envolvam.
Parte
desses documentos foi obtida por meio da transferência dos sigilos telefônico,
fiscal, bancário e telemático do deputado Ricardo Barros (PP-PR), aprovada pela
CPI.
Fonte:
Agência Senado

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