No
dia do infectologista, profissional do HSE fala sobre a importância dessa
especialidade
Entre
as áreas de atuação dessa profissão estão prevenção, vacinação e o controle de
infecções
Nesta terça-feira ,11 de abril, é comemorado o Dia Nacional do Médico
Infectologista. Nesses últimos anos, em que o mundo vem tendo uma atenção
especial com a saúde devido à pandemia da covid-19, a data serve para celebrar
a importância desses profissionais que são essenciais para a população.
Os médicos infectologistas estão envolvidos em estudos de doenças infecciosas e
como elas se comportam no organismo. São fundamentais para a pesquisa de
tratamentos, diagnóstico e prevenção deste tipo de enfermidade.
Peter Stamford, médico infectologista do Hospital dos Servidores do Estado
(HSE), que trabalha na área há 10 anos, explica o papel desses profissionais.
“A infectologia é um ramo da medicina bastante amplo. Nesta área, os
profissionais lidam com diversos tipos de infecções e buscam realizar um
diagnóstico eficaz para que haja um tratamento adequado. O infectologista lida
com a atenção primária, prevenção, vacinação, com o controle de infecções
hospitalares e tratamento dos pacientes. Algumas das infecções mais conhecidas
que tratamos são: HIV, tuberculose, Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST),
hanseníase, dengue, zika e, mais recentemente, a covid-19”, explica.
Os infectologistas passaram a ter um destaque especial pela atuação na pandemia
de covid-19 que assombra o mundo há pouco mais de três anos. O profissional
afirma que nos primeiros anos da pandemia a rotina de trabalho se tornou ainda
mais intensa do que já era e que os médicos que atuam nessa área tiveram que
lidar com outro problema: o preconceito.
“Cheguei a pegar covid duas vezes durante o trabalho. Como minha esposa é
enfermeira, não fiquei totalmente isolado da minha família, mas os moradores do
prédio não gostavam quando subíamos no elevador. Não chegamos a ser proibidos
de usar, mas sentíamos os olhares”, conta.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), atualmente o
Brasil possui mais de três mil infectologistas registrados, sendo 58,2%
mulheres. Como uma maneira de celebrar a data, Stamford faz questão de dar um
conselho simples à população, mas que pode evitar muitas doenças: a criação do
hábito de lavar as mãos com frequência. “Uma coisa simples e que durante a
pandemia foi bastante falada, mas que muitas pessoas não dão a atenção devida é
higienizar as mãos de forma correta. Ela previne várias infecções”, pontuou o
médico, salientando que se deve evitar o contato das mãos com olhos, nariz e
boca, principalmente em espaços públicos.
Foto:
Dayane Gomes/IRH.
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